quinta-feira, 10 de maio de 2018

Air


Durante seus primeiros anos de produção de séries, a Kyoto Animation se consagrou com adaptações de visual novels da empresa Key, com a mais conhecida dessas sendo Clannad, cuja 2ª temporada (After Story) é tida como um dos animes mais emocionantes de todos os tempos, mas essa aí foi a terceira adaptação do estúdio de um material da Key.

A primeira foi um anime chamado Air, de 2005. Não só é a primeira adaptação de uma visual novel do estúdio como também é um de seus primeiros animes produzidos. A KyoAni é conhecida por seu trabalho visual formidável de animação e direção, mas será que eles se destacavam nisso desde o início?

sábado, 5 de maio de 2018

Sora Yori mo Tooi Basho


Viajar é uma das melhores experiências que existem. Das últimas vezes que viajei, eu voltei para casa com o pensamento "é por isso que eu trabalho, para poder viajar". Mais fantástico ainda é quando se viaja com amigos. Não há nada mais gratificante do que descobrir novos lugares com amizades que você tanto preza. É uma sensação que vai muito além do que um bem material pode proporcionar, pois é algo que só pode ser experienciado uma única vez. As lembranças de uma viagem são umas das maiores fontes de felicidade que existem. Viajar é uma experiência transformadora.

Isso que, por enquanto, minha experiência se resume a viagens dentro do Brasil, porque foram os únicos lugares que visitei até então, mas imagina o peso de uma viagem para a Antártida? Pois é isso que Sora Yori mo Tooi Basho mostra: uma jornada ao lugar mais longe que o universo, como diz o nome em inglês do anime, A Place Further Than the Universe. Enquanto ainda era exibido (com apenas 4 episódios lançados), escrevi um texto sobre como a obra aborda aspirações, em que digo que o anime poderia se tornar um dos melhores do ano. Dito e feito.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Mob Psycho 100


Em 2015, foi lançado um anime que chamou a atenção de todos, desde fãs dessa mídia até pessoas que não assistiam mais animes há anos, chamado One Punch Man, uma paródia às inúmeras animações de luta como Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakusho, conhecidos como shounen. O anime fez sucesso por seu humor que tira sarro dos clichês do gênero com um personagem apelão que derrota todos seus inimigos com um soco só, enquanto ainda conta com um enredo característico de obras do estilo.

Seu êxito fez com que seu autor, ONE, viesse ao conhecimento público. Foi então que, em 2016, decidiram adaptar seu outro mangá em formato de animação. Apesar de não ter conseguido replicar o amplo sucesso de One Punch Man, Mob Psycho 100 foi um dos animes mais prestigiados de seu ano, graças a sua história que junta o sobrenatural com temas pessoais, lutas eletrizantes e visual estilosíssimo.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Lucky Star


Você se lembra do Orkut e do YouTube entre 2007 e 2012? Durante essa época os animes estavam bombando pra valer no Brasil, com diversas comunidades no Orkut e blogs sobre a cultura otaku, convenções começando a aparecer nas maiores cidades e vídeo-montagens que uniam jogos a animes estavam por todo o YouTube. Nessas comunidades e vídeos, era facílimo de se deparar com um anime em particular que era o símbolo dos otakus da época.

Sim, cá estou eu, em pleno 2018, escrevendo sobre Lucky Star, uma década depois de seu lançamento. Hoje em dia você não vê uma alma viva falando dele, mas seu sucesso na internet foi estrondoso. Imagino que muita gente daquela época tenha sido introduzida aos animes por meio desse. Grande parte do seu sucesso se deve ao fato de que seu conteúdo era inusitado para a época e retratava a vida de pessoas normais vivendo suas vidas normalmente, um estilo de anime que viria a se consagrar como "slice of life". Mas Lucky Star era ainda mais fácil de se identificar com o público da internet por fazer inúmeras referências à cultura otaku e contar com personagens que representam fielmente o seu público.

sábado, 7 de abril de 2018

Isao Takahata (1935 – 2018)


Essa semana faleceu Isao Takahata, co-fundador do Studio Ghibli e diretor de diversas animações do estúdio. Com 82 anos nas costas, era certo que isso poderia acontecer a qualquer momento, mas ainda assim é uma situação difícil, pois foi uma pessoa que influenciou diretamente a vida de todos que assistiram as suas obras, como é o meu caso. Não tem como não ficar triste.

Infelizmente, o Takahata nunca ganhou um reconhecimento internacional amplo como seu parceiro Hayao Miyazaki, mas sua importância para a indústria da animação é tão grande quanto. Se não fosse por ele ao seu lado, o Studio Ghibli não existiria. O mundo seria um lugar mais triste. Mas a influência do diretor na indústria e na vida das pessoas começou muito antes da criação do estúdio que o tornou mundialmente famoso.

domingo, 25 de março de 2018

Mary and the Witch's Flower


Em 2014 foi lançado o último filme do Studio Ghibli, As Memórias de Marnie. Por um longo período de tempo, muitos pensaram que essa realmente seria a produção final do estúdio, já que, logo após seu lançamento, eles anunciaram que dariam uma pausa de duração indefinida. Ao juntar isso à aposentadoria do Hayao Miyazaki, Marnie foi tido como a despedida desse antológico estúdio. Porém, em 2017, o que alguns suspeitavam se tornou realidade – Miyazaki abandonou a aposentadoria (pela enésima vez) e anunciou que faria um novo filme. O Studio Ghibli voltaria à vida.

Contudo, durante esse período que esteve dormente, muitos de seus funcionários saíram para se juntar a um estúdio recém-fundado pelo produtor de diversos filmes Ghibli, junto de Hiromasa Yonebayashi, diretor de Marnie. Ao anunciar seu primeiro longa-metragem, a intenção do Studio Ponoc era visível – se tornar o sucessor do Studio Ghibli. O filme em questão é Mary and the Witch’s Flower, adaptação do conto britânico The Little Broomstick de Mary Stewart, dirigido por Yonebayashi. Mas será que a produção conseguiu captar a essência mágica e inspiradora das produções do Studio Ghibli?

segunda-feira, 19 de março de 2018

Koe no Katachi


Em 2016, em meio ao sucesso estrondoso de Kimi no Na wa (Your Name), foi lançado um filme de anime que sorrateiramente foi ganhando o coração de todos aqueles que o assistiam. Seu nome é Koe no Katachi (A Silent Voice, em inglês). Eu venho falando dele há um tempo nas redes sociais, o elogiando, o indicando a amigos e expressando minha decepção com a falta de tato da Academia em não selecioná-lo para concorrer ao Oscar de Melhor Animação. Acontece que, na realidade, eu fiz isso sem tê-lo assistido.

O longa-metragem foi dirigido pela Naoko Yamada, moça essa que dirigiu K-ON! e que teve seu trabalho amplamente apreciado por minha pessoa neste texto aqui. O estúdio que o produziu foi a Kyoto Animation, o qual venho assistindo todos os seus trabalhos e escrevendo aqui no blog. É seguro dizer que criei uma confiança tão grande nessa diretora e nesse estúdio que eu pude falar do filme sem nem tê-lo assistido, pois tinha certeza de que seria uma obra linda, sensível e emocionante.