domingo, 13 de novembro de 2016

Little Women II: Jo's Boys


E meu reviews sobre as animações do World Masterpiece Theater continuam! Dessa vez quis tirar a prova viva em relação às séries de 1990 do bloco, as quais li que eram consideradas muito inferiores às dos anos 70. A minha escolha talvez tenha sido um tanto incomum, já que decidi assistir a uma produção que é uma sequência de outra dos anos 80, mas procurei me certificar de que não precisava assistir à anterior para não ficar perdido. Para ser bem sincero, essa não é a primeira vez que assisto sequências antes do produto original. Fiz isso com os filmes de Rocky, Rambo e Star Trek – comecei ambas as franquias assistindo aos filmes de número 4. Agora, chega de curiosidades inúteis e vamos ao artigo.

Little Women II: Jo’s Boys (jp: Wakakusa Monogatari: Nan to Jo-sensei) é a série de 1993 do World Masterpiece Theater , baseada no romance Little Men da escritora estadunidense Louisa May Alcott. A animação se passa em uma pequena vila rural dos Estados Unidos onde está situada a escola Plumfield. É neste local que acompanhamos a vida dos diversos alunos que lá estudam, onde os vemos estudando, brincando, encrencando, amando, sonhando e crescendo.

ALUNOS DE PLUMFIELD

Personagens? Não, nessa série temos os alunos (e outros habitantes) de Plumfield! São pessoas de carne e osso, não consigo nem classificá-los como personagens fictícios porque simplesmente não os enxergo assim. E se tem um aspecto que é majestosamente desenvolvido em Little Women II são esses personagens, talvez um dos melhores trabalhos do World Masterpiece Theater neste quesito, o que é um baita mérito, já que praticamente todas as séries do WMT que assisti desenvolvem muito bem os personagens.

Antes de começar a falar dos alunos em si, que tal falar das pessoas que fundaram Plumfield e que proporcionam todo seu conhecimento e amor aos seus pupilos? Estou falando do casal Fritz e Jo Bhaer. Os dois decidiram estabelecer uma escola absurdamente diferente de qualquer outra, uma que procura subverter o sistema tradicional de ensino infantil, proporcionando – com poucas regras – mais liberdade aos alunos, com mais aulas experimentais fora de sala do que as comuns no quadro negro; atribuindo tarefas específicas a cada aluno que consistem em essencialidades da vida humana, como cuidar dos animais, realizar trabalho rural, criar um meio de conseguir dinheiro, ser responsável pelas crianças menores, entre outras atividades para a formação de caráter dos alunos. Além disso, as crianças de Plumfield vivem lá, não é uma escola em que eles vão só para estudar e acabou – eles comem, dormem e passam o tempo todo lá.


Se os padrões de Plumfield já são inconcebíveis na realidade estudantil atual, imagina em 1882!

Voltando ao casal Bhaer, o Fritz é rígido como professor, mas faz uso de métodos não-convencionais de punição quando algum aluno faz algo de errado. Enquanto muitos profissionais ensinam no grito, o marido de Jo raramente levanta a voz com as crianças e procura resolver os problemas conversando com elas e fazendo-as refletir sobre seus erros. Ele é muito respeitado pelos alunos, que o vêem como uma figura paterna.

Quem vê essa imagem já pensa o óbvio, mas não é bem assim que Fritz Bhaer age.

Enquanto Fritz é a figura paterna de Plumfield, a profª Jo é a mãezona dos alunos. Ela faz uso dos mesmos métodos de seu marido, mas é uma melhor conselheira, já que está sempre atrás de suas crianças para agir como a voz da consciência delas quando algo está errado. Mas se existe uma diferença de personalidade gritante entre Jo e Fritz é a sua impulsividade. Rapaz, quem vê essa mulher formosa jamais imagina que ela tem tanta energia quanto as crianças e que é capaz de dirigir uma carroça como se fosse um carro de Fórmula 1. E experimenta falar mal de seus alunos perto dela, experimenta!


Agora, sem mais delongas, vamos aos alunos de Plumfield! A personagem principal se chama Annie Harding, mais conhecida como Nan, e os roteiristas não poderiam ter escolhido uma protagonista melhor do que essa. Ela é uma das pessoas mais carismáticas que já conheci, com sua maneira impulsiva, alegre e energética de agir. Mas o que ela tem disso tudo, também tem de teimosa. Ô, menininha cabeça-dura! Quando bota uma ideia na cabeça, não tem quem a impeça de realizá-la. Além disso, ela é mais “macho” que muitos dos garotos da escola, tanto que seu apelido é “Tomboy Nan” (tomboy é uma palavra em inglês sem tradução no português, um termo utilizado para descrever uma garota que gosta de agir como garoto). Afinal, nenhum garoto se sujeitaria a entrar em uma locomotiva em andamento para exercer o cargo de fogueiro de um trem, não é mesmo?

Não existe garota mais figuraça que essa!

Quase tão impulsivo quanto a Nan, temos o Tommy Bangs. Esse é um garoto que vive apenas para aprontar travessuras e ficar enchendo o saco dela. A verdade é que ele tem uma quedinha pela garota, mas é tão crianção que tenta demonstrar seu afeto amolando a pobre coitada, e acaba saindo na pior a maioria das vezes porque ganhar da Nan não tem pra ninguém. Mas sua maior virtude mesmo é seu gênio de empreendedor. Em Plumfield, não há quem saiba manejar melhor um negócio de comércio de ovos do que esse guri.



Agora chega de impulsividade! Já falei de três personagens extrovertidos, então é hora de falar de um que é exatamente o oposto. Estou falando do tímido Nathaniel Blake, o Nat. Taciturno como nenhum outro garoto da escola, também é muito bondoso e nunca se mete em confusão por vontade própria. Contudo, se sua personalidade calada pode ser considerada um aspecto negativo, o menino tem um grande dom que compensa qualquer defeito – sua habilidade com o violino. Não tem quem não se encante com as belas melodias que o garoto executa, especialmente acompanhadas das deslumbrantes paisagens de Plumfield.



Se tem alguém que ama do fundo do coração a sonoridade do violino de Nat, é a doce e fofa Daisy Brooke. Ela e a Nan são as únicas garotas de Plumfield, mas, diferente desta, a Daisy é uma mocinha de verdade. Frágil como uma pétala, adora fazer tarefas domésticas e costurar roupinhas para suas bonecas. Eu gosto tanto dessa menininha que, ao invés de colocar uma imagem dela abaixo, deixo um vídeo mostrando como são suas manhãs <3


A Daisy tem um irmão gêmeo, o Demi. Se fossemos usar os termos da atualidade, ele seria considerado o CDF da turma, pois está sempre lendo livros e estudando. Também é o bom moço da escola, já que sempre prega sermões aos garotos quando tentam fazer alguma besteira.


Toda turma de escola tem que ter um gordinho, né? Quem cumpre esse papel em Plumfield é o George "Stuffy", cujo apelido foi dado devido à sua aparência estufada. Esse só sabe falar de comida. Qualquer assunto pra ele termina em comida. E como todo bom comilão, é sedentário e nunca consegue acompanhar seus amigos nas corridas pelos campos.


Temos também o Ned e o Jack. O primeiro é um garotinho baixinho com uma risada estridente que é meio esquizofrênico quando alguma situação fica apertada e gosta de acusar os outros às vezes. O segundo é um rapazinho esguio com certos pensamentos mesquinhos de vez em quando. Afinal de contas, com dinheiro na jogada, surgem conflitos até em escolas infantis.


Entre os mais velhos, o Franz é um garoto comportado de 15 anos que já tem conhecimento suficiente para ensinar o conteúdo mais básico aos alunos quando necessário. Emil é seu irmão de 13 anos, um rapaz de pavio curto que não hesita em arranjar briga com quem destrata a professora Jo. Por serem mais velhos, eles nem sempre estão junto dos menores devido às tarefas que são encarregados. Como eu havia dito, Plumfield é uma escola diferenciada, então faz parte da formação dos jovens realizar trabalhos domésticos para mostrar a importância de manter cuidado e agradável o lugar onde se vive.


Já que introduzi os mais velhos, é hora de falar dos pequeninos. Todos em Plumfield são como filhos para a Jo, mas ela tem duas crianças que são crias suas mesmo, os irmãozinhos Robb e Teddy, de 4 e 2 anos, respectivamente. Um não se desgruda do outro e os dois sempre tentam fazer o que os maiores estão fazendo. O Teddy é o mais cômico, pois sempre repete o que os outros dizem, como se fosse um papagaio.


O último aluno é um que destoa de todos os outros, por ser rebelde e agir contra as regras. Seu nome é Dan Kean. Ele é um orfão de 14 anos que vivia nas ruas brigando e arranjando dinheiro de maneira desonesta. Como Nat também é um órfão, conhecia o Dan e gostava muito dele, o que fez com que levasse o mau-partido à escola para que tivesse uma vida melhor. Infelizmente, o coração de Dan é cheio de feridas devido às suas experiências com a sociedade, então apenas enxerga o lado ruim das pessoas. Será que uma estadia em Plumfield com muito amor e carinho resolve isto?


Já deu para perceber como cada personagem é único e especial, né? Isso é uma coisa que eu admiro imensamente nessa animação: apesar da Nan ser a protagonista, todos os alunos de Plumfield têm destaque e vão sendo desenvolvidos ao longo dos episódios. Nenhum é deixado de lado. Isso se deve ao fato de que diversos episódios focam em personagens específicos. Você passa a conhecer cada um deles direitinho, quais eram seus passados antes de chegar a Plumfield, como reagem em situações distintas, como se comportam diante de problemas variados, quais seus medos, gostos, virtudes, defeitos, manias, sentimentos... O trabalho de desenvolvimento de personagens de Little Women II é impecável.



ARTE

A respeito da arte, não tenho muito o que botar defeito, sinceramente. Assim como em praticamente todas as séries do WMT, o trabalho de cenários te ambienta perfeitamente, são desenhados de maneira bem realista. Todas as paisagens de Plumfield são um deslumbre aos olhos.



O que mais gosto na arte de Little Women II é o character design. O responsável se chama Yoshiharu Sato, um animador que já trabalhou em diversos filmes do Studio Ghibli e séries do WMT, inclusive fez o character design de Meu Amigo Totoro (meu review) e Pollyanna (meu review). Eu adoro de verdade o trabalho desse cara. Seus design de personagens nunca falham em me agradar. E aliado de seu trabalho está a fantástica animação dessa produção. Todos os personagens são lindamente expressivos, seja em suas expressões faciais ou gesticulações.


A impagável expressividade da Nan.

A atenção aos pequenos detalhes das ações dos personagens também me surpreendeu. Minuciosidades como as garotas deixando seus vestidos amarrados à altura do joelho para não molhar no lago, o Fritz ajudando a Jo a pular por cima de uma poça de água para não molhar seu vestido, a Daisy secando a mão no avental antes de sair correndo para encontrar alguém, os alunos fechando as cortinas do quarto antes de deitar, eles se espreguiçando quando acordam... São coisinhas assim que geralmente são ignoradas na maioria das animações por serem consideradas desnecessárias, mas que pra mim agregam um valor de realismo e humanismo à obra que só me faz admirá-la mais ainda.



Um aspecto que notei uma vasta melhoria foi na direção do Kôzô Kuzuha. Ele foi o diretor das duas últimas séries que assisti, Pollyanna e My Annette, e não tinha nada de especial no trabalho de direção delas, era bem sólido em Annette e beirava o fraco em Pollyanna. Em Little Women II, a experiência que ganhou dirigindo diversas animações – essa é na verdade a sexta produção do WMT que dirigiu – mostrou ter surtido efeito. Explorou perspectivas diferentes, fez uso de desfoques e os enquadramentos são mais bem articulados. A cena da Nan acordando que disponibilizei acima é um ótimo exemplo da direção bem executada da série.

Adoro a direção de arte dessa cena, um exemplo de como representam bem as luzes e sombras.

O único defeito que posso colocar na arte da série é a maneira esquisita como o rosto da Nan é desenhado em alguns pouquíssimos episódios. Ela fica com cara de boba ao ponto de você não conseguir levá-la a sério. O mais estranho é que é apenas com o rosto dela que isso acontece, nos outros personagens continua sempre consistente o desenho. Seria isso o trabalho de um animador que não gostava da garotinha? Se ela se visse no espelho durante esses episódios, com certeza sairia atrás desse cara para dar-lhe umas boas bofetadas.

ÁUDIO


Quanto ao departamento de áudio, não tenho muitas pontuações a fazer. O trabalho de dublagem é ótimo, cada personagem tem seu jeitinho diferente de falar. Ao fim da série, já conseguia reconhecer a voz de cada um deles mesmo que não estivessem em quadro. O grande destaque vai para a voz da Nan. A risada dela é uma delícia de se ouvir. E o elenco conta com a talentosa Eiko Yamada (eterna voz da Anne Shirley) no papel da profª Jo.

A trilha sonora cumpre a sua função, representando bem a atmosfera pacífica de Plumfield e o espírito energético das crianças. Tem algumas peças memoráveis, como a tema da Nan e uma música cantada que toca em um dos momentos mais marcantes da animação, e outras tosquinhas, como a que toca durante momentos tensos de ação. No geral, você não vai se lembrar muito da trilha sonora.

Já a tema de abertura é um caso a parte. Os compositores do World Masterpiece Theater sempre capricham nessas, é muito raro eu não curtir uma música de abertura. A de Little Women II não é exceção – ficar feliz é inevitável escutando essa cativante canção que te faz se sentir em um “carrossel dos sonhos”, assim como coloca a letra. Afinal de contas, “o tempo estará limpo amanhã”.



AMADURECIMENTO
(obs: Essa seção contém alguns spoilers. Estejam avisados.)

Tão bem articulado quanto o desenvolvimento dos personagens são os temas abordados nessa animação. Conforme eu havia dito no começo do artigo, a subversão do sistema tradicional de ensino infantil é um dos temas. Eu mencionei diversas virtudes do casal Bhaer no primeiro tópico desse texto, mas guardei uma especial para essa parte: não existem professores melhores na hora de incentivar as crianças a seguirem seus sonhos do que a Jo e o Fritz. Que tal uma citação da professora para entender melhor seu pensamento magnífico:

"Ficar memorizando várias coisas e só estudar não é o suficiente em um aprendizado. Eu quero que eles achem os próprios interesses. O mais rápido que eles entenderem que quando descobrirem o que querem aprender, mais rápido gostarão disso tanto ao ponto de não conseguirem parar. Quando você está realmente curioso em relação a algo, as palavras que diz podem ensinar a si próprio. Precisamos das qualidades de sermos entusiasticos e de mente aberta antes de podermos lecionar."

Tem espaço para mais uma citação aí?

"Nós, como adultos, não podemos menosprezar as aspirações das crianças. É algo triste uma criança perder suas aspirações e a força de vontade por trás delas quando crescer".

A Jo cria seus alunos com o intuito de ensiná-los a enfrentar e superar todas as adversidades, seja quais forem. Isso vale muito mais do que uma nota escolar num papel. É uma nota para a vida. Eu acho que os adultos tem tanto a aprender com a sensatez desses dois professores do que as crianças.

Ainda neste tópico de sonhos das crianças, esse é outro tema extensivamente explorado em Little Women II. Nos são apresentadas as aspirações de praticamente todos os alunos de Plumfield, o que eles pensam sobre seus próprios futuros. Por ser uma série infantil, há quem pense que a abordagem deste assunto mostraria os sonhos de maneira boba, com eles “realizando” seus sonhos através de brincadeirinhas e acabou, mas não é assim que as séries do World Masterpiece Theater funcionam.

Por exemplo, o sonho da Nan é se tornar doutora quando crescer. Ela começa a treinar para isso brincando, assim como toda criança, mas, ao longo da série, passa por experiências que a instrui a importância de um médico na vida de outras pessoas e passa por choques e decepções que a faz se indagar a respeito de seu sonho. E isso não é exclusivo aos jovens – a professora Jo também tem seus momentos de indagação se está exercendo com eficiência seu papel no crescimento dos alunos.

Grandes ações trazem grandes responsabilidades - a profª Jo explicando que cuidar de uma pessoa não é só uma brincadeira divertida e que necessário conhecimento para fazê-lo.

Em suma, Little Women II é uma obra que expõe as dificuldades de se seguir seu sonho, as decepções que se tem no processo e a importância de lutar, estudar e acreditar para que suas aspirações se tornem realidade. Nada aqui é retratado de maneira superficial.

Diversos outros temas são abordados com muita excelência, entre eles a importância do suporte de outras pessoas em sua vida, a igualdade de gênero, como expressar seus sentimentos, como se redimir de erros, como consolar uma pessoa diante da morte de outra, a dura realidade de como o mundo real funciona, entre outros. São temas que não só propiciam o amadurecimento de pensamento dos alunos de Plumfield, mas também de quem teve a oportunidade de assistir a essa obra.

"Os sonhos e o amor que a Profª Jo nos deu ainda está em nossos corações".

Mas não é só por estes temas reflexivos que eu gosto tanto dessa série. Não tem como não se sentir confortável ao assistir essas crianças vivendo suas vidas neste lugar lindo que é Plumfield. É impossível não ficar com um sorriso no rosto ao vê-las fazendo as ações de seu cotidiano, cuidando dos animais, jogando beisebol, a Nan tentando descer seus xaropes guela a baixo de todo mundo, o Tommy enchendo o saco dela, o Stuffy com suas gulodices, o marmanjão do Dan brincando com um bebêzinho de 2 anos, o Nat e a Daisy vivenciando os sentimentos do primeiro amor... É tudo muito aconchegante de se assistir.


Para finalizar, gostaria de mencionar um aspecto na execução do roteiro que acho formidável: a sutileza com que certos acontecimentos que viriam a acontecer são insinuados episódios antes. Exemplos disso incluem os sentimentos de afeto que florescem entre o Nat e a Daisy, insinuados antes com algumas trocas de olhares e elogios inocentes despretensiosos; a decisão da Nan de virar doutora, sugerida pela fixação da garota em fazer xaropes e tratar das doenças de seus colegas; o culpado por ter roubado o dinheiro de Tommy, mostrado desconfortável sempre que o assunto era trazido à tona. Explicando por texto parece que tudo isso que mencionei fica aparente logo de cara, mas assistindo você percebe como são bem sutis essas insinuações.

CONCLUSÃO

Após ter lido que as séries dos anos 90 do World Masterpiece Theater eram muito inferiores às dos anos 70, percebi que nunca devo ir atrás da opinião dos outros, já que Little Women II superou completamente minhas expectativas, mostrando ser uma obra de tamanha sensatez que trata de temas essenciais no amadurecimento de uma pessoa e com um trabalho de desenvolvimento de personagens magistral. A série é mais um tesouro excepcional do WMT, ao nível das produções de Isao Takahata.



-por Vinicius "vini64" Pires

Leia também meus outros artigos de animações:
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário: